"Para entender o coração e a mente de uma pessoa, não olhe para o que ela ja conseguiu, mas para o que ela aspira". Que vc tenha uma linda semana.. Bjim no coração... (`'•.¸(`'•.¸ ¸.•'´) ¸.•'´)¸.•'´)¸.•'´)¸.•'´) «`'•.¸.¤ ... ¤.¸.•'´»(¸.•` * (¸.•` *(¸.•` *(¸.•` * •´¯°|/ëñ†äñ¡ä °¯`*
"Cada Um Tem de Mim Extamente O que Cativou, e Cada Um É Responsável pelo que Cativou, Não Suporto Falsidade e Mentira, a VERDADE Pode Machucar, mas É SEMPRE Mais DIGNA. Bom Mesmo É Ir a Luta com DETERMINSÇÃO, Abraçar a VIDA e VIVER Com PAIXÃO. Perder com Classe e Vencer com OUSADIA, pois o Triunfo Pertence a Quem SE ATREVE e a VIDA É MUITO para Ser Insignificante. Eu Faço e Abuso da FELICIDADE e Não Desisto dos Meus Sonhos. O Mundo Está nas MÃOS DAQUELES que TEM CORAGEM de Sonhar CORRER o RISCO de VIVER SEUS SONHOS." Coragem..Coragem..Coragem é não Buscar Desculpas para ser Feliz !!!!!!!!!
Boa noite (como tenho a senha dele, vou passar o recado aos amigos dele e aos meus)
Os amigos do chat que me conhecem na vida real sabem o quanto prezo pela amizade.Por momentos onde estamos aqui, seja colando midis, trocando mensagens de luz, seja num simples Oi. Por muitas vezes me vi envolvida em verdadeiras brigas virtuais, onde eu tentava justificar isso ou aquilo. Era como se eu tivesse de provar algo as pessoas,mas hoje sei que não preciso provar nada que não seja à mim mesma. Contudo, sinto me no dever de informar quem era o tão famoso casal virtual "Raya" e "H do Mar", ou seja, Eros Almeida.
Conheci Almeida na sala 40, e não foi difícil me envolver por uma criatura de sentimentos tão lindos. Se não conhecedor profundo de todos assuntos, um h inteligente a ponto de discorrer um pouco sobre qq assunto abordado. Um conhecedor de músicas e poemas (e quem nesse mundo virtual não conhece a paixão de Raya por esses assuntos?). Certa noite, quando um amigo novo, o Zorro me chamou para conversar e add em UOLK, Almeida entrou e começou a colar em meu nick e pela primeira vez me chamou de "Namorada". Gostei do gesto de carinho e retribuí. Foi quando dias após ele me confessou ter sofrido ha 4 anos atrás um acidente de carro, onde perdera um irmão,e tb perdera a voz e teve seu rosto desfigurado. Com isso, ficava ali a maneira de ele não temer eu pedir Audio ou Cam para comprovar quem ele era. Sim...eu desconfiei...Chegamos a ter alguns atritos por conta dessa minha desconfiança (afinal se conheci no chat gente boa, tb conheci os loucos e mentirosos...talvez eu seja sempre uma referencia por denunciar...o que por muitas vezes me tornou persona não grata no chat.)
Mas o que me valia, assumo, eram aquelas horas a noite, onde podíamos conversar. Nunca, em momento algum ele me faltou com o respeito. Um casal de amigos apenas sabia de minhas desconfianças...O amigo disse me que não entendia eu associar bem querer qdo não tinha confiança, enquanto que a amiga me dissera para tomar cuidado, mas se aquelas horas me eram agradaveis, pq parar?
Na verdade já fui envolvida em tantas tramas de mentiras no chat...e quando lancei o site... Almeida postou lá um comentário...Com isso, apareceu para mim o seu IP...Através desse IP eu pude ver que ele nao era do Ceará, como dissera, mas do Paraná. Testei IP de outros amigos e pude ver que não havia erro...O programa apontava mesmo a cidade de modo correto. Mas eu nada falei...Aqueles momentos eram bons e nada traziam de desagradavel...Sabiamos que nossa vida real seguiria e que as noites no chat serviam para ambos, como momentos onde tinhamos a quem contar nosso dia, como compartilhar de nossos ideais. Embora eu não o visse e nunca falasse com ele, gostava daquele modo carinhoso e respeitoso como era tratada. Ele chegou inclusive a deletar pessoas do UOLK que, embora nos visse juntos, tentavam uma aproximação mais 'caliente'.
Por outro lado, o UOLK de Almeida era desde abril/09 e eu nunca soube dele envolvido com alguem antes te mim (mas tb não o conheci como H do Mar,ja o conheci me Setembro como Almeida...eros almeida...)Embora algumas coincidencias, ate mesmo o nome Eros, que para mim tem significado especial...seria paranóia eu acreditar que alguém ficasse meses montando um UOLK somente para parecer uma pessoa digna quando se aproximasse de mim)...COincidencia tambem que eu via no gosto pela poesia, por conhecer quase todos meus poemas, como tambem pelo meu gosto por musica instrumental e orquestrada. Coincidencia gostar de Maná e algumas outros cantores, como eu. Musicas que nao vdd nao vemos colar em chat. Bem, se eu nao quisera sequer saber da constatação do IP que demonstrava que Ceará não é Paraná...imagine se eu queria lá enxergar algo além.
Bem, no dia 9 de novembro Eros, digo Almeida, tinha de ser internado para fazer vários procedimentos cirurgicos. Como eu tinha dias antes apos ele já ter saído do chat, eu fiquei testando algumas midis, e por conta disso acabei conversando com alguem a quem ele nao queria que eu conversasse, me sugeriu que contassemos que estariamos juntos, mesmo porque se ele colocasse na frase EM VIAGEM, e com isso eu mandasse recados e ele nao respondesse, ninguem entenderia e ele achava que pensariam ele estar me esnobando...Eu concordei pois creio que ate na Antartida hoje deve ter um not book e uma conexao movel. POr outro lado, se ambos parassemos de trocar recados, pensariamos que estavamos brigados. COntudo, dizer que estavamos juntos seria o mais correto...Eu disse a ele que concordava, mesmo porque seria uma travessura,(pra nao dizer mentira) que nao prejudicaria a ninguem alem de mim mesma. Ele fez meu video presente de aniversario e se foi para Fortaleza, onde seria internado. Eu fiquei, esperando por noticias que viriam da nora dele, Luisa. E as noticias foram vindo e eu sempre respondendo. Ele pediu para Luisa que me passasse a senha do uolk dele e mantivesse os contatos...Confesso que fiz isso por saber do carinho dele ao uolk (alias em nossa unica briga ele deletou o uolk anterior, o refazendo no dia seguinte.).Mas embora eu soubesse desse carinho pelo uolk...karacas, quem vai visitar a namorada e se preocupa com uolk? rss Mesmo assim, satisfiz o desejo dele...Na verdade confesso que no fundo, eu nao queria que minhas oraçoes tivessem sido em vão...que Almeida realmente 'existisse' e que estando num hospital, tivesse o Criador ao seu lado protegendo...
Acho que órei muito....tanto que antes de vir escrever isso tudo, recebi da nora Luisa, um email dizendo que ela nao sabia como me dar noticia tao triste....
QUE SR ALMEIDA FALECEU ONTEM AS 2.20HS E QUE FOI ENTERRADO HOJE EM FORTALEZA. Disse tb nesse email que nao sabia ainda como proceder com o UOLK dele....Realmente, esse UOLK deve ter muita importancia.
Como estou indo para SP amanha, hj deixei postado um video de aniversario para ele. Nesse momento nao consigo sentir nada...Não sinto mágoa, nem tristeza, nem revolta. Penso que se um dia Eros Almeida existiu de modo real, que o Criador o tenha ao seu lado. Se ele foi somente uma pessoa querendo brincar com sentimento de outra, que o Criador também olhe por ele. Se nao sinto magoa, tambem nao sinto pena. Sinto apenas que não posso, nao quero e nao devo julgar. Se essa estoria chegou ate aqui, assumo totalmente as culpas, pois nada teria chegado nao houvesse eu permitido. Com isso tb nao vou deixar de acreditar, como diz meu amigo, em papai noel, duende e coelhinho da pascoa...vou so fazer diferente..So vou me envolver depois de ver o duende atraves da cam, ter telefone e atestado de bons antecedentes...Afinal,nao sao apenas loucos os que fazem, mas os que, como eu, teimam em acreditar em estorias tristes.
Deixo cada um de vocês à vontade, caso queiram me deletar de seu ninho de amigos, pois afinal de contas, a mulher que sempre primou pela verdade, dessa vez ela mentiu... dizendo que estava no real com alguem que ela nunca vira. Vou entender os que me deletarem, e quem sabe um dia, nos encontramos novamente. Nao deletarei meu uolk...Embora Almeida me falasse que eu tinha de ver tudo com '0lhos virtuais' eu dizia a ele nao querer fazer isso...eu aqui vejo cada um, nao como uma maquina que se desliga, mas como um ser humano, e como tal, passiveis de toda sorte de sentimentos...como eu, e mesmo como h do mar (eros almeida)...
A FAMILIA DE EROS...EU DESEJO PAZ... SE ELE EXISTE OU EXISTIU...NAO SEI...TAOPOUCO TENTAREI DESCOBRIR... ME VALERAM OS MOMENTOS E APRENDIZADO QUE TIVE...PORQUE TENHO DE CONFESSAR...SE NAO PASSOU DE UM LOUCO, FOI UM LOUCO RESPEITOSO, EDUCADO, CARINHOSO E SOBRETUDO, INTELIGENTE... TANTAS COISAS ACONTECERAM E NAO ME FIZERAM DESACREDITAR DO SER HUMANO, NAO SERÁ AGORA QUE VOU ME CURVAR A DÚVIDAS.
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.
Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...
O que você está esperando? Que tal começar agora !!!
Pensamento:
"A única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar."
Um dia, a rainha de um reino bem distante bordava perto da janela do castelo, uma grande janela com batentes de ébano, uma madeira escuríssima. Era inverno e nevava muito forte. A certa altura, a rainha desviou o olhar para admirar os flocos de neve que dançavam no ar; mas com isso se distraiu e furou o dedo com a agulha. Na neve que tinha caído no beiral da janela pingaram três gotinhas de sangue. O contraste foi tão lindo que a rainha murmurou: — Pudesse eu ter uma menina branquinha como a neve, corada como sangue e com os cabelos negros como o ébano… Alguns meses depois, o desejo da rainha foi atendido. Ela deu à luz uma menina de cabelos bem pretos, pele branca e face rosada. O nome dado à princesinha foi Branca de Neve. Mas quando nasceu a menina, a rainha morreu. Passado um ano, o rei se casou novamente. Sua esposa era lindíssima, mas muito vaidosa, invejosa e cruel. Um certo feiticeiro lhe dera um espelho mágico, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o espelho respondia: — Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior. O tempo passou. Branca de Neve cresceu, a cada ano mais linda… E um dia o espelho deu outra resposta à rainha. — A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela. Invejosa e ciumenta, a rainha chamou um de seus guardas e lhe ordenou que levasse a enteada para a mata e lá a matasse. E que trouxesse o coração de Branca de Neve, como prova de que a missão fora cumprida. O guarda obedeceu. Mas, quando chegou à mata, não teve coragem de enfiar a faca naquela lindíssima jovem inocente que, afinal, nunca fizera mal a ninguém. Deixou-a fugir. Para enganar a rainha, matou um veadinho, tirou o coração e entregou-o a ela, que quase explodiu de alegria e satisfação. Enquanto isso, Branca de Neve fugia, penetrando cada vez mais na mata, ansiosa por se distanciar da madrasta e da morte. Os animais chegavam bem perto, sem a atacar; os galhos das árvores se abriam para que ela passasse. Ao anoitecer, quando já não se agüentava mais em pé de tanto cansaço, Branca de Neve viu numa clareira uma casa bem pequena e entrou para descansar um pouquinho. Olhou em volta e ficou admirada: havia uma mesinha posta com minúsculos sete pratinhos, sete copinhos, sete colherezinhas e sete garfinhos. No cômodo superior estavam alinhadas sete caminhas, com cobertas muito brancas. Branca de Neve estava com fome e sede. Experimentou, então uma colher da sopa de cada pratinho, tomou um gole do vinho de cada copinho e deitou-se em cada caminha, até encontrar a mais confortável. Nela se ajeitou e dormiu profundamente. Os donos da casa voltaram tarde da noite; eram sete anões que trabalhavam numa mina de diamantes, dentro da montanha. Logo que entraram, viram que faltava um pouco de sopa nos pratos, que os copos não estavam cheios de vinho…Estranho. Lá em cima, nas camas, as cobertas estavam mexidas…E na última cama — surpresa maior! — estava adormecida uma linda donzela de cabelos pretos, pele branca como a neve e face vermelha como o sangue. — Como é linda! — murmuraram em coro. — E como deve estar cansada — disse um deles —, já que dorme assim. Decidiram não incomodar; o anão dono da caminha onde dormia a donzela passaria a noite numa poltrona.
Na manhã seguinte, quando despertou, Branca de Neve se viu cercada pelos sete anões barbudinhos e se assustou. Mas eles logo a acalmaram, dizendo-lhe que era muito bem-vinda. — Como se chama? — perguntaram. — Branca de Neve. — Mas como você chegou até aqui, tão longe, no coração da floresta? Branca de Neve contou tudo. Falou da crueldade da madrasta, da sua ordem para matá-la, da piedade do caçador que a deixara fugir, desobedecendo à rainha, e de sua caminhada pela mata até encontrar aquela casinha. — Fique aqui, se gostar… — propôs o anão mais velho. — Você poderia cuidar da casa, enquanto nós estamos na mina, trabalhando. Mas tome cuidado enquanto estiver sozinha. Cedo ou tarde, sua madrasta descobrirá onde você está, e se ela a encontrar… Não deixe que ninguém entre! É mais seguro. Assim começou uma vida nova para Branca de Neve, uma vida de trabalho. E a madrasta? Estava feliz, convencida de que beleza de mulher alguma superava a sua. Mas, um dia, teve por acaso a idéia de interrogar o espelho mágico: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o espelho respondeu com voz grave: — Na mata, na casa dos mineiros, querida rainha, está Branca de Neve, mais bela que nunca! A rainha entendeu que tinha sido enganada pelo guarda: Branca de Neve ainda vivia! Resolveu agir por si mesma, para que não houvesse no mundo inteiro mulher mais linda do que ela. Pintou o rosto, colocou um lenço na cabeça e irreconhecível, disfarçada de velha mercadora, procurou pela mata a casinha dos anões. Quando achou, bateu à porta e Branca de Neve, ingenuamente, foi atender. A malvada ofereceu-lhe suas mercadorias, e a princesa apreciou um lindo cinto colorido. — Deixe-me ajudá-la a experimentar o cinto. Você ficará com uma cintura fininha, fininha — disse a falsa vendedora, com uma risada irônica e estridente, apertando cada vez mais o cinto. E apertou tanto, tanto, que Branca de Neve se sentiu sufocada e desmaiou, caindo como morta. A madrasta fugiu. Pouco depois, chegaram os anões. Assustaram-se ao ver Branca de Neve estirada e imóvel. O anão mais jovem percebeu o cinto apertado demais e imediatamente o cortou. Branca de Neve voltou a respirar e a cor, aos poucos, começou a voltar a sua face; melhorou e pôde contar o ocorrido. — Aquela velha vendedora ambulante era a rainha disfarçada — disseram logo os anões. — Você não deveria tê-la deixado entrar. Agora, seja mais prudente. Enquanto isso, a perversa rainha, já no castelo, consultava o espelho mágico e se surpreendeu ao ouvi-lo dizer: — No bosque, na casa dos anões, minha querida rainha, há Branca de Neve, mais bela que nunca. Seu plano fracassara! Tentaria novamente. No dia seguinte, Branca de Neve viu chegar uma camponesa de aspecto gentil, que lhe colocou na janela uma apetitosa maçã, sem dizer nada, apenas sorrindo um sorriso desdentado. A princesinha nem suspeitou de que se tratava da madrasta, numa segunda tentativa. Branca de Neve, ingênua e gulosa, mordeu a maçã. Antes de engolir a primeira mordida, caiu imóvel. Dessa vez, devia estar morta, pois o socorro dado pelos anões, quando regressaram da mina, nada resolveu. Não acharam cinto apertado, nem ferimento algum, apenas o corpo caído. Branca de Neve parecia dormir; estava tão linda que os bons anõezinhos não quiseram enterrá-la. — Vamos construir um caixão de cristal para a nossa Branca de Neve, assim poderemos admirá-la sempre. O esquife de cristal foi construído e levado ao topo da montanha. Na tampa, em dourado, escreveram: “Branca de Neve, filha de rei”. Os anões guardavam o caixão dia e noite, e também os animaizinhos da mata – veadinhos, esquilos e lebres —todos choravam por Branca de Neve. Lá no castelo, a malvada rainha interrogava o espelho mágico: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. A resposta era invariável. — Em todo o mundo, não existe beleza maior. Branca de Neve parecia dormir no caixão de cristal; o rosto branco como a neve e de lábios vermelho como sangue, emoldurado pelos cabelos negros como ébano. Continuava tão linda como enquanto vivia. Um dia, um jovem príncipe que caçava por ali passou no topo da montanha. Bastou ver o corpo de Branca de Neve para se apaixonar, apesar de a donzela estar morta. Pediu permissão aos anões para levar consigo o caixão de cristal. Havia tanta paixão, tanta dor e tanto desespero na voz do príncipe, que os anões ficaram comovidos e consentiram. — Está bem. Nós o ajudaremos a transportá-la para o vale. A donzela Branca de Neve será sua. Com o caixão nas costas, puseram-se a caminho. Enquanto desciam por um caminho íngreme, um anão tropeçou numa pedra e quase caiu. Reequilibrou-se a tempo. O abalo do caixão, porém, fez com que o pedaço da maçã envenenada, que Branca de Neve trazia ainda na boca, caísse. Assim a donzela se reanimou. Abrindo os olhos e suspirando se sentou e, admirada, quis saber: — O que aconteceu? Onde estou? O príncipe e os anões, felizes, explicaram tudo. O príncipe declarou-se a Branca de Neve e pediu-a em casamento. Branca de Neve aceitou, felicíssima. Foram para o palácio real, onde toda a corte os recebeu. Foram distribuídos os convites para a cerimônia nupcial. Entre os convidados estava a rainha madrasta — mas ela mal sabia que a noiva era sua enteada. Vestiu-se a megera suntuosamente, pôs muitas jóias e, antes de sair, interrogou o espelho mágico: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o fiel espelho: — No seu reino, a mais bela é você; mas a noiva Branca de Neve é a mais bela do mundo. Louca de raiva, a rainha saiu apressada para a cerimônia. Lá chegando, ao ver Branca de Neve, sofreu um ataque: o coração explodiu e o corpo estourou, tamanha era sua ira. Mas os festejos não cessaram um só instante. E os anões, convidados de honra, comeram, cantaram e dançaram três dias e três noites. Depois, retornaram para sua casinha e sua mina, no coração da mata.